Excelente artigo do Mario Amaya sobre a tradução de um gráfico que apareceu no blog do Fotógrafo Norte-americano Robert Benson.
O post original você encontra clicando aqui e não deixe de acessar o blog do Mario. É extramente bem feito e com ótimos artigos!

O gráfico é autoexplicativo, mas se quisermos elaborar sobre as sacanagens incluídas nele, cabe ressaltar alguns pontos:
“Tudo o que eu clico é lindo” (flores e gatos) – Comum especialmente no Flickr. Outras fotos-clichê: caixas de lápis de cor, graffiti na parede, caixa de presente que chegou, detalhe de prédio antigo, pôr do sol na praia… Cada um desses temas pode gerar uma foto ganhadora de concurso, mas também gera um milhão de imagens esquecíveis.
Celular com “câmera de 7 gigapixels” – Equívoco comum no mundo tecnonerd, incluindo infelizmente vários amigos meus. O sujeito insiste que vai resolver sua vida e iniciar uma carreira de glória, fama e fortuna na fotografia usando uma câmera de telefone ou uma compacta de bolso com X megapixels, como se megapixels fossem um indicador preciso de qualidade de imagem. A realidade não é assim. Somente a Cora e a Natacha conseguiram fazer livros de arte com imagens digitais tecnicamente capengas sobre temas interessantes. Outro equívoco típico de nerd acontece quando, na hora em que a pessoa está com o olhar maduro para evoluir para uma DSLR, insiste em pensar que uma compacta com zoom maior basta, por ser “mais simples”. Não é. E vai perder muitas fotos boas por causa da teimosia. O que nos leva à…
Frescura com equipamento – Claro que existe a tendência oposta a permanecer tirando leite de pedra com equipamento fraco. É quando o nerd-não-fotógrafo vira um fotógrafo-nerd, isto é, alguém obcecado com o equipamento a ponto de esquecer-se de fazer boas fotos. A gente gasta o que não pode numa Leica somente para ter acesso à grife, visando o status que isso pode dar no fotoclube e não fotos melhores. Ou então, vira uma tiete raivosa da Canon e acaba sendo expulso de um fórum de discussão por defender a marca como se fosse a Apple. A mente fanática é exemplarmente simbolizada pelo autorretrato feito em espelho com a máquina bem à sua frente, deixando entrever somente aquele sorriso palerma de “eu tenho uma DSLR”. A foto traz uma mensagem: sua câmera substituiu o seu rosto. Tornou-se mais importante que você. Como contraponto, repetimos o ditado: “Possuir uma Nikon não o torna fotógrafo, torna-o um proprietário de Nikon”. (Adapte a frase substituindo Nikon pela marca de sua preferência e sacaneie seus amigos.) O que nos leva aos…
Photoshop, DeviantArt, Flickr – A abundância de recursos dos programas e websites ajuda a pessoa impressionável (e ansiosa por impressionar) a perder o paradigma de qualidade visual, antes mesmo de ter o seu olhar fotográfico definido. Daí vem aquele festival de imagens ruins e pretensiosas. O que nos leva à…
Vala do HDR – O HDR violentamente forçado no Photomatix de um tema banal é um dos mais recentes modismos que engolem tempo e talento na Internet. Mas existem muitos outros e certamente você acompanha o trabalho de alguma vítima da moda na fotografia. Por exemplo: fotos supersaturadas, dessaturadas ou com cutouts de cor sem motivo plausível; aplicação gratuita de vinhetas nos cantos; efeitos de cor simulando filme antigo; fazer bokeh pelo bokeh, sem tema verdadeiro; enquadramentos diagonais; etc. O que nos leva ao…
/p/ – É a seção de fotografia do site 4chan. É um fórum de imagens extremamente competitivo, capaz de colocar no lugar o ego dos que “se acham” no Flickr. Não tem um equivalente direto no Brasil (talvez o Olhares, mas ainda sem a mesma popularidade). Mas um dia vai ter…
Apenas uma foto por assunto – No gráfico original não foi mencionado o Picasa, que é um concorrente do Flickr com uma característica peculiar: as pessoas tendem a descarregar nele cartões de memória inteiros em vez de selecionar as fotos, gerando galerias inavegáveis. Na real, quem acha lindo folhear 64 fotos tiradas em sequência e praticamente idênticas de um bebê é somente o pai ou mãe da vítima. O que nos leva a…
Descobrindo uma câmera antiga de filme – Como, por uma razão prática de custo, a câmera de filme não deixa fazer fotos na escala de metralhadora giratória que é permitido pelas câmeras digitais, o fotógrafo pode recuperar a reverência pelo ato da captura e a atenção ao instante decisivo. Não pode ter a certeza de que suas imagens ficaram boas até elas voltarem do laboratório no dia seguinte, o que o obriga a ter mais atenção aos ajustes da máquina. Mas não é grande a satisfação de proceder assim também com a câmera digital?
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É isso, pessoal!
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